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terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Número-Guia (NG): o mito

A situação é sempre a mesma em qualquer local que eu vá: o fotógrafo com seu flash portátil reclamando de que precisa de um equipamento mais “potente” para ser usado em externas durante o dia.

“Que vença o Sol, Renato, que tenha um Número-Guia grande…”.

Quando eu pergunto qual a razão para querer um valor muito alto, invariavelmente vem a gracinha: “isso é papo de quem tem número-guia pequeno, cara”

Brincadeiras à parte, a questão é quase fálica mesmo, mais uma das ingratas consequências da associação da sensação de potência com um valor cujo significado passa longe disso, como se o fotógrafo se tornasse um super-homem quando comprasse uma “Big Light”.

Na verdade, dependendo da situação, ele pode até ficar limitado. Espero que as duas situações descritas abaixo e as quatro perguntas decorrentes ajudem a entender melhor esse conceito.

Acompanhe o raciocínio:


2 flashes de NG diferentes situados a mesma distância da “modelo”

Eu estou dentro de um estúdio e quero fazer um retrato usando apenas um flash, na esquerda da foto eu tenho um Zulmman Exo Power Mega Omni Ultra Higher Light Package Mini 2e, cujo Número Guia chega a inacreditáveis “200″ enquanto que na direita da foto está o seu flash portátil, um pequeno e versátil “cão”, de número-guia de apenas “40″. Trocando em miúdos: o Zulmman é 5 vezes mais “potente” que o seu flash portátil, correto?

Ambos estão posicionados a 2 metros da nossa modelo tailandesa chamada Linda. OPS!

“MOMENTO Tymothy Wilson: FOTÓGRAFO ROMÂNTICO E LEVEMENTE RETARDADO”

Oi Turminha! eu estou nesse estúdio lindo fazendo lindas fotos da nossa linda modelo chamada Linda! Que incrível! eu não entendo como ninguém teve a idéia de fazer uma sessão fofa de fotos com uma linda modelo chamada Linda! Seria uma linda concidência, não é mesmo?

A Linda me disse que está muito satisfeita de fotografar aqui no Brasil, ela acompanha inúmeros fotógrafos pelo Facebook e se impressiona como nenhum deles fotografa pessoas chatas, noivas esquizôfrênicas, crianças inquietas, grávidas inseguras. Todos são abençoados nessa terra!

Vou pegar minha camisa Abercrombie & Fitch na lavanderia e volto logo, posto uma foto no Instagram quando chegar lá, tá? Bjs grandes

“FIM DO MOMENTO Tymothy Wilson: FOTÓGRAFO ROMÂNTICO E LEVEMENTE RETARDADO”

Bom, como eu ia dizendo, os flashes estão posicionados a 2 metros da modelo e a câmera está ajustada ( ISO 100) para 1/250s em f/5.6.

PERGUNTA 1:

Qual deve ser a quantidade de energia ( não a carga) que o Zulmman 200 deve disparar na cena para expor corretamente a foto para a abertura dada?

A- 5 vezes menor que o flash portátil
B- 35 vezes maior ( 200/5.6)
C- rigorosamente a mesma que o flash portátil

Reflita bem e vamos para a segunda situação:

Se um Número Guia alto já mexe com os brios de um fotógrafo, imagine quando ele descobre que pode “overpower the Sun” com o flash!

Para quem não sabe, o significado de “overpower” é: subdue by force, ou em bom português: subjugar pela força.

Que super-homem que nada, você agora é um Deus!!

Graças ao flash adquire-se o poder de diminuir ou eliminar a presença da luz natural e você não fica mais surpreso ao assistir no Youtube fotógrafos americanos ou europeus com seus caríssimos flashes de estúdio subexpondo a luz natural vinda quase do Círculo Polar Ártico.

É um tanto irônico que eles chamem aquela bola amarela tênue que corre deitada no horizonte de “Sun” e colocar o flash às 6 da tarde a 50 cm do rosto das modelos de “overpower”.

Vá ao meio dia para a Linha do Equador e descubra o que é “Sun” e o trabalho que ele dá para “subdue by force”.

E é exatamente essa a segunda situação: com a retirada do fundo, descobre-se que o estúdio fora montado em uma praia carioca ( é uma montagem grotesca, por favor, mas a idéia vale):



os flashes estão na mesma posição, 2 metros da modelo, a camera continua ajustada em ISO 100 e f/8 só que agora toda a potência do flash será usada para controlar aquela luz do fundo, produzindo uma imagem parecida com essa:



PERGUNTA 2:

Qual deve ser a quantidade de energia ( não a carga) que o Zulmman 200 deve disparar na cena para expor corretamente a foto para a abertura dada ?

A- 5 vezes menor que o flash portátil
B- 35 vezes maior ( 200/5.6)
C- rigorosamente a mesma que o flash portátil

PERGUNTA 3:

Qual deve ser o ajuste de energia para sub ou superexpor o fundo?

A- 1 ponto a mais
B- 1 ponto a menos
C- acho que a potência do meu flash não interfere no fundo…

Essas são situações que confundem muito a cabeça dos fotógrafos iniciantes e acho que se você pensou corretamente já deve estar se fazendo a inevitável…

…PERGUNTA 4:

Qual é uma das grandes vantagens de se ter uma “Big Light”? Por que eu preciso de um flash com NG bem alto?

VOCÊ JÁ NASCEU COM O MELHOR DOS EQUIPAMENTOS, APRENDA A USÁ-LO A SEU FAVOR!

abraços!

Boa luz e Boa sorte!

Origem: http://www.ilovemyjob.com.br/blog/2012/09/09/numero-guia-ng-o-mito

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Usando bandeiras para controlar sombra e luz

Bandeiras são peças de pano escuro seguros por hastes de metal. São úteis para manipulação de luz e sombras em cima de modelos ou objetos em uma cena. Aprenda abaixo como utilizá-las em sua produção:
 

via  FilmmakerIQ

fonte: http://www.inovartebc.com.br/blog/2012/08/20/usando-bandeiras-para-controlar-sombra-e-luz/

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Iluminação. Todos os truques e mistérios. Aprenda!

Por: Kenia Di Andrino
Colaboradora à convite do Instituto Internacional de Fotografia

Depois de descobrir o fascínio que as luzes bem empregadas podem agregar a foto, percebi a importância de se ter o mínimo em luzes e acessórios a fim de alcançar uma imagem equilibrada.

No módulo de estúdio no IIF vimos as diferenças entre luz dura e suave, direção da luz, cor e intensidade. Pois bem, quando se está em estúdio ao tentar simular aspectos naturais como se estivesse em outro ambiente, é necessário recorrer à memória. Já que o estúdio é uma tela em branco a se pintar. Imagine: Como é uma luz que vinda de uma janela? Ou a de um abajur?

Ao usar o colega de sala como personagem, o professor pediu para que reconstruíssemos a tal luz de abajur. Mas como é a luz de abajur, mesmo? Uma luz dura, superior lateral (provavelmente 90° graus), que mantém todo o resto do ambiente escuro, mas com alguma informação (a luz se esvanece ao longo do ambiente).

Dentre os acessórios utilizados estavam: 2 monotochas eletrônicas com refletores parabólicos comuns e 4 isopores (um lateral direito à 45°, um ao fundo - com uma face branca e outra preta- e dois pretos à direita). Veja esquema de iluminação:



Obs: O mesmo rebatedor branco entre as duas fontes de luz, suaviza a luz do fundo (chamada luz de efeito) e também impede que a luz apontada para o personagem impacte bruscamente no fundo.

Mãos à obra

Para que a construção ficasse mais próxima do idealizado (a luz de abajur), a atividade em grupo foi feita em algumas tentativas. Seguem:



Nesta primeira tentativa, usamos apenas uma luz à 90° graus, à esquerda superior, com refletor parabólica comum. À direita, contudo, colocamos dois rebatedores de isopor com a face preta, a fim de absorver a luz da esquerda. Reparem como a sombra é acentuada e não temos informação (detalhes) do rosto do personagem.



Já na segunda tentativa, para diminuir a sombra, aplicamos um rebatedor branco (isopor), à 45° graus, à direita, debaixo para cima. Agora, mesmo com sombra é possível perceber a feição do personagem. Uma observação, porém, é que o fundo está bem escuro. E porque não acrescentar uma luz de efeito para criar uma relação entre fundo e objeto? Foi o que fizemos.



Ao adicionar a luz de efeito (lado esquerdo, superior), apontada para o fundo infinito, reparamos que seu efeito ficara um tanto artificial, pois um abajur não cria tamanha iluminação. Um abajur deveria se mais pontual. Então, mudamos a posição dessa luz de efeito para frente, como quem faria uma contraluz, mas colocamos um isopor rebatendo-a, chegando ao fundo infinito de modo bastante suave. E… Voilá! (Veja o resultado final.)



O resultado foi este: Mesmo com dois pontos de luz, a impressão que temos é de apenas um ponto de luz lateral esquerda. Como um abajur, a luz forma um arco (meia lua) e se esvanece...

Depois de compreender as técnicas, acessórios e gambiarras da iluminação, as fotos ficam mais profissionais e divertidas, fato.

Fotos: Tiago Stéfano. Personagem: Ricardo Bensemana
Esquemas de gráficos para iluminação, clique aqui!

fonte: http://fotocolagem.blogspot.com/2011/11/iluminacao-todos-os-truques-e-misterios.html