terça-feira, 10 de junho de 2014

O Valor da Fotografia

Quando me perguntam a minha profissão e eu respondo que sou fotógrafa, a reação das pessoas é a melhor possível: "Uau! Fotógrafa?! Que legal!!!"
Eu me pergunto quantas delas são hipócritas, na verdade. E posso apostar que seja a maioria.


Fotografia, sem dúvida é um trabalho lindo! Mas por algum motivo, nesse país ela é tratada como uma coisa qualquer.
O fato de hoje ser tão fácil conseguir uma foto, tornou o ato de fotografar chato e desnecessário. A ideia do filme, do complexo e do raro valorizava a fotografia. Os poucos momentos registrados eram emoldurados no porta-retrato ou no álbum de família e pagava-se caro para se ter isso.
Pobres aqueles pobres que, hoje, chegaram à certa altura da vida achando que não tiveram estória, porque não tem nenhuma foto para se lembrar dela.
E pobres serão estes que não terão estória para lembrar, por opção.


Sou de uma geração burra, que acredita que a velhice, a desgraça e a doença nunca a atingirá. De pessoas que não sabem como é carregar o retrato das pessoas amadas na carteira e rasgam suas poucas lembranças, na primeira discórdia que acontece.
São essas pessoas que imaginam que ser fotógrafo é legal, mas depois de meia hora de conversa, diz a ele que não gosta de ser fotografado. São aquelas que dizem que não precisam pagar por uma foto, porque qualquer um pode apertar um botão e fazer isso. Mas ao mesmo tempo, são pessoas que estão passando por momentos importantes, mas que não são capazes de pegar o celular e tirar uma foto deles.
E posso dizer que são essas pessoas, dessa geração, que inspiram tantos fotógrafos a dizerem que um bom fotógrafo é aquele que sabe fotografar com câmeras analógicas. No fundo, eles só pegam de referência aqueles profissionais do passado, que eram valorizados de verdade. Porque os fotógrafos, dos últimos anos, sentem saudade daquilo que nunca tiveram e precisam inventar argumentos para convencer todo o resto do mundo de que seu trabalho também tem valor.


Sinceramente, admiro quem seja um jovem fotógrafo de sucesso, no Brasil. É difícil lutar contra padrões de pensamentos. Afinal, quantas vezes na vida as pessoas se vêem dependentes de um fotógrafo? Algumas, nenhuma. Outras, em casamentos. Outras em casamentos e aniversários. E, se tivermos sorte, podemos adicionar um ou outro batizado.
Mas e quando você quer registrar algo a mais? Quando você quer capturar a personalidade, os sentimentos ou sonhos que alguém tem no dia-dia? E quando você gostaria de fazer alguém se expressar através de uma imagem e deixá-la guardar isso para o resto da vida, como lembrança daquilo que ela realmente foi?
Acho estranho que eu sinta a necessidade de fazer isso pelas pessoas, sendo que elas mesmas não se interessam, nem quando oferecemos a oportunidade de mão beijada.
Sou o tipo de pessoa que nunca cobrou para fotografar parentes e amigos. Quando eu via que determinado momento poderia ser importante para se recordar, lá ia eu com a minha câmera, de peito aberto. Mas os fotógrafos tem o defeito do "olhar", que acaba incomodando muita gente. Então, invés de um "muito obrigado pelo FAVOR", você recebe reclamações de "como você é devagar; de como você é detalhista; de como você é fresco; de como você é exagerado etc".


Se eu pudesse dar um conselho a um jovem fotógrafo que está lendo esse texto, seria que não tente eternizar os momentos daqueles que não os enxergam. Isso vai atrapalhar a sua carreira, porque vai impedi-lo de encontrar as poucas pessoas que são capazes de entender o significado disso. Se um dia as pessoas amadas virem a envelhecer ou adoecer, terão que saber lidar com o desaparecimento lento de sua estória. Enquanto isso, você seguirá em frente.
Entenda de uma vez por todas: Nós sabemos que seu trabalho é importante, mas se você não o valorizar, ninguém fará isso por você.

Philippe Halsman

por Sergio Antonio Ulber

A genialidade de Philippe Halsman veio de sua vivência e de sua imaginação, combinado com a habilidade e interesse em lidar com tecnologias. O russo iniciou sua carreira em Paris, abrindo um estúdio no ano de 1932, em Montparnasse, um bairro da capital francesa. Após dois anos de dedicação à fotografia, seus trabalhos começaram a aparecer na Vogue, Vu e Voilà, afinal já estava fotografando artistas e escritores conhecidos, como André Malraux e Marc Chagall. Em 1936, projetou uma câmera reflex com objetivas gêmeas, 9 x 12 cm, construída por um marceneiro cujo avô fez a primeira câmera de ninguém menos que Louis-Jacques-Mandé Daguerre, um dos precursores da fotografia, inventor do Daguerreótipo.

Halsman fez parte do grande êxodo de artistas e intelectuais que fugiram dos Nazistas, indo com sua família, uma câmera e uma dúzia de fotografias para os Estados Unidos, em novembro de 1940, com um visto de emergência conseguido graças a intervenção de Albert Einstein e, em 1948, tornou-se cidadão norte-americano. Lá continuou sua carreira produzindo também reportagens e capas para importantes revistas Americanas, e continuava retratando renomados profissionais de diversas áreas, como políticos, artistas e cientistas. Seus retratos estamparam 101 capas da revista LIFE, um recorde que permanece até hoje.

Em 1941, Philippe Halsman conheceu Salvador Dali, iniciando uma amizade e parceria que duraria mais de 35 anos, até a morte do fotógrafo, em 1979. Criaram fotografias surrealistas que marcaram época e que impressionam até hoje, como, por exemplo, Dali Atomicus e a série Dali’s Mustache, com 30 imagens surrealistas do artista. Na década de 50 Halsman começou a pedir aos retratados que saltassem no final de cada seção, criando imagens cheias de energia e leveza, que tornaram-se um marco do seu legado fotográfico. Em 1958, foi nomeado como um dos “Dez maiores fotógrafos do mundo”, juntamente com Irving Penn, Richard Avedon, Ansel Adams, Henri Cartier-Bresson, Alfred Eisenstaedt, Ernst Haas, Karsh Yousuf, Mili Gjon e Eugene Smith.

Que Halsman publicou vários livros fotográficos, participou de várias exposições e ganhou diversos prêmios é uma obviedade a ser dita. Mais detalhes sobre a vida do fotógrafo você encontra na cronologia feita pela National Portrait Galery, um dos sites utilizados de fonte para esta pesquisa.

“Essa fascinação com o rosto humano nunca me deixou. Cada rosto que vejo parece esconder e, por vezes, fugazmente, para revelar o mistério do outro ser humano. Capturar essa revelação se tornou o objetivo e a paixão da minha vida.” Philippe Halsman.













































































Autorretrato

Fonte / Fonte / Fonte

Origem: http://www.revistafotografia.com.br/philippe-halsman/

Dicas - Aproveito tudo que o equipamento oferece?

*Por Joel e Isa Reichert


Outro dia, estávamos fotografando em uma locação e, num momento de reflexão, demos uma rápida olhada para o set e pensamos: “Nossa, quanta coisa, quantos flashes!”

Mas, tudo bem, os fins justificam os meios. Se olharmos para o resultado (foto 1), compreenderemos que a beleza estética justifica todos os esforços em produzir uma imagem complexa, robusta, com muitos assistentes e toda aquela parafernália.

A dupla que aparece na foto é de atitude. São artistas do grafite reconhecidos em nossa região, portanto, nada mais oportuno do que um aspecto pictórico no retrato deles. Ao total, foram utilizados sete pontos de luz, todos fotometrados em f/32 para ISO 100.

Eram quatro de recorte, dois principais laterais, na posição conhecida como ampla, e um de fundo. Como eram três horas da tarde, optamos por usar uma velocidade bem alta, dentro do sincronismo, para subexpor um pouco o fundo (1/200).

Certo, você deve estar pensando: “Mas como eles colocaram sete pontos de flash sem deixar aparecer nada na imagem?”. Bem, o fato é que, para conseguir o f/32 em ISO 100, precisamos de mais ou menos um 1,50 metro de distância entre cada flash e o assunto. Isso significa que ambos precisaram ser iluminados na mesma intensidade – portanto, distância. Logo, limitados pela configuração do set, optamos por fazer a foto individualmente.

Expliquemos melhor: na verdade, tínhamos um gerador com quatro tochas que iluminavam o fundo e um dos modelos. Fizemos a marcação de posicionamento dos rapazes e, com a máquina no tripé, fizemos a foto de um deles, movimentamos o set para a direita e clicamos o segundo rapaz. Depois, nosso amigo Photoshop fez o resto do trabalho. Legal, muito bom ver um trabalho como esse, dá orgulho de termos realizado, mas é complicado!

Outro dia, num trabalho com alunos em um curso de book em externas, explicamos como é difícil interagir com clientes do cotidiano, cujas expectativas são na maioria a espontaneidade e naturalidade, em sets de iluminação tão marcados, como o citado anteriormente – e cá pra nós, trabalhoso também. Por isso, usufruindo da tecnologia presente, em uma fotografia tão bela quanto a de sete flashes, utilizamos apenas um, e dois dedicados. Neste caso, optamos pela sincronização via TTL utilizando um radioflash DIGI8 para sincronizar.

Quem já operou seus flashes nos modos master, remoto e slave sabe que há fatores que limitam o trabalho, tais como distância, visibilidade entre flashes e luminosidade. Bem, em ensaios externos, temos todos os fatores contra, além de vários outros tipos de intempéries, mas, com o auxílio de equipamentos como o radioflash, podemos sincronizar os flashes de forma segura e precisa.

Na foto 2, usamos um 580 EXII como luz principal, configurado em TTL e com a opção de highsync acionada. Para quem não conhece, é um botão com o símbolo de um flash mais um H. Quando ligada, essa tecnologia permite que façamos sincronismos em velocidades mais altas. Consequentemente, podemos usar maiores aberturas. Tomemos como exemplo o padrão para luz do sol f/16, 1/125, 100. Fácil de sincronizar, não?

Pois bem, convertidos para f/2,1/8000 e 100, ou seja, exatamente a mesma luz, só que com uma linguagem diferente (desfoque), fica difícil de sincronizar, mas não se usarmos o recurso de highsync. Na foto que ilustra essa técnica, a fotometria usada foi f/1.4, 1/6400 e 100, relembrando que iluminamos a modelo com um flash 580 EXII na posição borboleta, sincronizado pelo modo master/slave e acionado via radioflash.

Em um último caso (foto 3), com apenas uma mochila nas costas, um de nós foi atender uma arquiteta. Objetivo: detalhes. Separamos duas imagens que mostram elementos iluminados por flashes sincronizados via fotocélula. Nesse caso, equipamentos da Nikon – o famoso SU4 dos SB. Simples, fácil, arrojado e com requinte, tudo dentro de uma única mochila nas costas. Foi só rebater um para dar o enchimento e o outro fazia o brilho, destaque da imagem.

Dadas essas pequenas amostras do que se pode fazer com o flash, da próxima vez que for fotografar, tente olhar para seu trabalho como se estivesse de fora e faça uma pergunta para si mesmo: “Eu sei usar o equipamento que tenho?” Ou melhor: “Aproveito tudo o que o equipamento pode me oferecer?” Pense nisso.

* Artigo originalmente publicado na revista Photos & Imagens, edição #87

Origem: http://photos.uol.com.br/materias/ver/58068

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Abertura do Diafragma (F-stops)

Entendendo Abertura do Diafragma e F-STOPS:
O que faz uma boa fotografia ser uma “boa fotografia”? muitos responderiam que é uma imagem com uma boa composição (ter um assunto interessante) e uma boa EXPOSIÇÃO (não estar nem muito clara, nem muito escura).
Bem, para se ter uma boa exposição, devemos controlar a quantidade de luz que atinge o sensor (se tiver muita luz, teremos fotos muito claras, se tiver pouca luz, fotos escuras). Conseguimos isso graças a dois controles: o tempo que o obturador deixa passar luz até o sensor (velocidade), e a quantidade de luz que passa pela lente, através do diafragma (abertura).


Uma boa analogia seria pensarmos em uma piscina. A quantidade de água que iremos ter dentro da piscina  dependera do tamanho da mangueira (abertura) e do tempo que a deixarmos ligada (velocidade). Quanto maior a mangueira, maior será a vazão de água, quanto maior a abertura do diafragma, mais luz entrara. Quanto mais tempo deixarmos a mangueira ligada, mais água teremos, quanto maior o tempo que deixarmos o obturador aberto, mais luz o sensor registrara. Uma boa exposição nada mais é do que o ajuste desses dois fatores afim de conseguir um bom registro da imagem, nem muita luz, nem muito pouca.
Outra forma de entendermos, é tentando olhar diretamente para o sol. Para olharmos diretamente para ele, teremos que abrir bem pouquinho as pálpebras, e bem rápido, para logo fechar novamente, do contrário, ficaríamos cegos pelo excesso de luz. Em uma situação inversa, em uma rua escura, teríamos que abrir bastante os olhos, e por muito tempo, até conseguirmos visualizar algo.
É simples assim, quanto maior o “buraco” que entrar luz pela lente, mais luz entrara, quanto menor o “buraco”, menos luz!  Quando se esta em uma situação de alta luminosidade, precisaremos de um “buraco pequeno”, para entrar pouca luz, quando tivermos em uma situação de baixa luminosidade, um “buraco grande”, para passar bastante luz!
Mas é claro que não podemos falar em termos de “buraco pequeno” ou “buraco grande”. Imagine você em um estúdio, fazendo fotos de uma modelo, e comentando: “Nossa! Essa foto com o buraco grande ira ficar magnífica!”. A modelo, se não lhe desse um tapa na cara, iria sair correndo! e com toda razão! hehe  Na fotografia, quando nos referimos ao tamanho do “buraco”, usamos a palavra ABERTURA, ou se você quiser demonstrar que é um ouvinte do Sangue Suor e Foto e sabe muito de fotografia, o numero de F-STOP.
As diferentes aberturas são conhecidas como F-STOPS, ou NÚMEROS DE 'F', que são dispostos em uma serie numérica, e que tem como sequência padrão o seguinte: f/1.4, f/2, f/2.8, f/4, f/5.6, f/8, f/11, f/16, f/22 e f/32.
Nesta escala, cada número corresponde a um tamanho de abertura, que dobra na medida que formos de um valor para outro, permitindo entrar o dobro de luz até o sensor (se formos para uma abertura maior) ou a metade de luz (se formos para uma abertura menor).


Quase todos, quando estamos começando, e não estamos muito familiarizados com esses números, cometemos o erro de pensar que quanto maior o numero (f/16… f/22… f/32…), maior deveria ser a abertura, e não o contrario. Mas para entendermos, basta notarmos que esses valores são FRAÇÕES, logo, quanto menor o DIVISOR (1.4… 2… 2.8…), maior o resultado, isto é, maior a ABERTURA!
E dai vem o conceito de falarmos que uma objetiva é uma “lente clara”, uma “lente luminosa”, do fato dela possuir um valor de f-stop pequeno (f/1.4… f/1.8… f/2.8…) e consequentemente poder passar uma quantidade grande de luz.
Nem todas as lentes possuem esses valores, muitas lentes trabalham a partir de f/3.5… f/4 ou mesmo f/5.6. Lentes com valores pequenos, que permitem uma boa abertura, são lentes mais claras e BEM MAIS CARAS.
  
Se quanto maior a abertura, melhor é para passar a luz e captar a imagem pelo sensor, por que não usarmos sempre o valor Maximo?
Bem, a ABERTURA não controla somente a quantidade de luz que entrara pela lente. O tamanho da abertura também é responsável por controlar a PROFUNDIDADE DE CAMPO.
Profundidade de campo na fotografia é a zona que em que teremos  nitidez, antes e depois, do objeto que tivermos focado.
quanto maior a abertura, mais luz teremos, e como consequência, menor será a profundidade de campo. Se usarmos uma abertura pequena, menos luz, e mais profundidade de campo.
No exemplo a seguir fica bem fácil de entendermos. Na primeira imagem usei uma abertura de f/ 1.8, onde temos uma zona muito pequena em foco. na segunda imagem, onde usei uma abertura um pouco menor, consegui uma zona maior de nitidez. na ultima imagem, onde usei uma abertura bem pequena, consegui colocar todo teclado em foco!


Outra situação que se usa muito o controle da abertura, e que é uma das preocupações principais de todos que fotografam paisagem, é quando temos alguém em primeiro plano, e um fundo muito longe. Se usarmos uma abertura grande, teremos a pessoa em foco, mas o fundo, a paisagem, ira ficar sem nitidez. O que fazer então? Fácil! basta usarmos uma abertura pequena, aumentando a profundidade de campo,  conseguindo assim captar tanto a pessoa como o background.
No exemplo a seguir fica fácil de entender. Na primeira imagem temos a sereia em foco, enquanto mal conseguimos decifrar o fundo. Na medida que vamos diminuindo a abertura, o fundo vai ficando com mais e mais nitidez.



Como saber se a abertura que estou usando será o suficiente para colocar tanto a modelo quanto o fundo em foco?
Existem varias tabelas, planilhas e softwares na internet para se calcular com precisão a profundidade de campo. Também existem muitos APPS, tanto para Androide como para Apple, muitos inclusive de graça. Basta procurarem no Google por “DOF CALCULATOR” que aparecerão centenas!
Aqui colocarei um bem simples. No primeiro campo (f-stop), coloque a abertura. No segundo espaço (Circle of Confusion), não altere, deixe em .03mm. Depois (focal length), coloque a lente que VOCÊ estiver usando. E por último (distance), coloque  a distância entre você e o objeto que você estiver focando (o software é americano e esta em pés (feet)). Pront! é só clicar em SUBMIT e você terá todas as distancias!
f-Stop
Circle of Confusion
Focal Length
Distance
Submit
Computing...

O problema de usarmos aberturas muito pequenas

Uma nota importante: Devemos sempre que possível, evitar os extremos. Devemos evitar utilizar aberturas MUITO pequenas, pois existe um fenômeno na física chamado “DIFRAÇÃO”, e onde tivermos focos de luz, teremos um efeito parecido com “filtros estrela”, filtros muito usados para fazerem fotos de natal há alguns anos atrás, onde todas  lâmpadas se transformavam em “estrelas”. Um exemplo é a foto a seguir. Eu fotografei em f/ 25. Todos focos de luz, transformaram-se em estrelas.


Como fazer para controlar a abertura na minha maquina?
Um bom inicio para quem esta começando, e ainda não tem coragem para se aventurar no MODO MANUAL,  é usar os MODOS DE PRIORIDADE da câmera. Sabe aquele “disco” onde ficam os MODOS AUTOMÁTICOS? (modo noturno… modo paisagem… modo retrato…e etc…) Pois é, ali também se encontram os MODOS DE PRIORIDADE.
Os modos de prioridade, que são modos “semi-automáticos”, são recursos disponíveis que nos dão certo controle sobre a velocidade ou a  ABERTURA, mas ainda assim garantindo uma exposição correta. A câmera toma suas decisões baseadas nas nossas escolhas garantindo um equilíbrio correto entre VELOCIDADE e ABERTURA. Não é a toa que os MODOS DE PRIORIDADE também são chamados de modos “semi-manuais”, pois unem o nosso ajuste MANUAL com outro ajuste AUTOMÁTICO (se optarmos por escolher a abertura, a máquina regulara a velocidade, e vice-versa).
Para controlarmos a ABERTURA, devemos colocar o “controle de modos” em “MODO DE PRIORIDADE DE ABERTURA”. Ele é normalmente indicado por um “A” ou um “AV”, e ao contrário do que muitos acreditam, o “A” não tem nada a ver com modo “Amador”, modo “Amazing”  ou modo “Awesome”. O ícone com a letra “A” vem do inglês “APERTURE” (abertura).
Nesse modo podemos ter controle da ABERTURA, sem precisarmos nos preocupar com a correta exposição, pois a câmera se encarregara de controlar a VELOCIDADE, ajustando-a assim para que tenhamos uma imagem com uma exposição correta.

  

Sangue Suor e Foto
Seu Podcast de Fotografia

http://www.sanguesuorefoto.com/2012/05/07/ssf-003-abertura-do-diafragma-f-stops/

Os Limites da "lente do kit"


Olá Pessoal! depois algum tempo sem postar, seja por falta de tempo ou por falta de inspiração, hora de abordarmos um assunto pouco falado por aí afora. Muitos artigos falam sobre as vantagens da compra de uma câmera profissional DSLR, porém poucos avisam que esse é apenas o inicio de uma série gastos, principalmente para aqueles que tendem a seguir carreira na fotografia. Com o intuito de ajudar aqueles que estão ou passarão futuramente por esse "drama", esse artigo falará um pouco sobre a famosa "Lente do Kit 18-55mm". Muitas coisas são possíveis com essa pequena pecinha, que vai ajudar você a se descobrir, a entender melhor sua câmera nova.
Diversas são as perspectivas para essa lente, que por incrível que pareça, é muito mais útil do que parece e muito mais subestimada do que deveria.

A lente

Conhecida como "lente do Kit" a 18-55mm é quase unanimidade nas câmeras DSLR atuais, sejam elas mais simples ou mais sofisticadas. Pode ser classificada como uma grande-angular / zoom; Zoom esse equivalente a 3x numa câmera de bolso por ex. Ela vem com estabilizador de imagem, que é ótimo, para as pessoas que ainda estão se acostumando o peso na nova câmera, pois assim a tendencia de uma foto sair tremida por balançar a câmera na hora do aperto do botão é menor. Seu foto automático é rápido na maioria das vezes, pois como não chega a grandes distancias, mesmo no foco manual não é difícil fotografar mesmo em situações que exigem um pouco mais de destreza.

No dia-a-dia

Ótima, uma boa opção para ser deixada sempre em sua câmera, visto que não a deixa robusta como seria com uma tele-objetiva por exemplo, com a lente do kit você estará apto a registrar qualquer coisa a qualquer hora do dia, inclusive levando ela consigo para onde for.

Fotografia: Alex Teixeira - Lente 18-55mm

Retratos

Complementando a opção acima, essa lente é ótima pra retratos, apenas evite usá-la em 18-mm prefira sempre manter o zoom entre 35mm e 50mm afim de evitar a deformação do rosto da pessoa, pela grande angular da câmera. Procure brincar com os parentes e animais domésticos treinando principalmente usar o foco manual.
Fotografia: Alex Teixeira - Lente 18-55mm
Esportes

Esqueça, aqui é um nicho onde com essa lente você irá apenas "registrar" mas não "participar" do evento em si, fotografia de esportes em geral, é preciso estar dentro do ocorrido mesmo sem estar, tele-objetivas aqui são essenciais para uma cobertura com mais qualidade, e a lente do kit nesse caso, fica muito atrás.

Natureza

Nesse nicho irá variar um pouco, você quer paisagens? Nesse caso a lente do kit não vai te deixar na mão, visto que você precisa de amplitude e nitidez, com essa lente terá ótimas imagens, mas...Se o que quer é, fotografar pássaros selvagens dentre outros animais silvestres, você também precisara de uma tele-objetiva, pois aqui a distancia será fundamental para não afugentar os bichinhos e garantir uma boa foto.

Efeito Bokeh

Aquele efeito de segundo plano completamente desfocado, é possível ser feito com louvor com a lente do kit, será preciso apenas um pouco mais de atenção, levando em consideração que a abertura da lente 18-55m do kit é de apenas 3.5~5.6, comparadas as lentes de 50mm 1.4 ou 1.8 mais comumente usadas para alcançarem esse efeito de desfoque. O imprescindível nesse caso é buscar um angulo onde o primeiro plano tem uma cor diferente do segundo plano.
Fotografia: Alex Teixeira - Lente 18-55mm
Eventos festivos

Em aniversários ou casamentos, a unanimidade dos fotógrafos que fazem esse tipo de cobertura é uma lente de 24-70mm com abertura de 2.8. Mas a lente do kit, ganha quando é necessario uma amplitude maior de captação da cena, os noivos no altar, ou a hora do parabéns, são aqueles momentos onde é preciso ter uma cobertura maior do que acontece ao redor do assunto principal, sejam os noivos ou aniversariante.
Fotografia: Alex Teixeira - Lente 18-55mm

Como vimos muitas são as possibilidades da lente do kit, ela não é das melhores mas resolve em muitas situações corriqueiras ou até em algumas de mais responsabilidade como casamentos, o que importa é que é uma ótima lente para quem está conhecendo a câmera que acabou de comprar, e também muito boa para compor o pacote de um fotografo bem prevenido e que goste de imagens de qualidade.

Origem: http://www.alextfotografias.blogspot.com.br/2012/04/os-limites-das-lentes-18-55mm.html

5 passos para você fazer ótimas fotos de cenas de ação!


Foto: Mariano Kamp

Se você já tentou fotografar crianças, animais, carros ou aviões em movimento, pode ter se desapontado com os resultados: muitas vezes a imagem não passa a sensação de “ação” que deveria. Esse é o problema em “congelar” a ação, muitas vezes ela fica parada demais.

Felizmente há um antídoto para isso, uma técnica clássica de fotografia conhecida como “Panning”, que permite que o assunto principal da foto esteja em foco, congelado no ato, enquanto o fundo está desfocado. Quando usada corretamente, ela resulta em fotos que passam uma intensa sensação de movimento. Neste artigo, iremos mostrar cinco dicas simples para conseguir fotos muito mais vibrantes.

1. Revise sua postura
A base do panning é acompanhar com o movimento do objeto a ser fotografado com a câmera, com a maior precisão possível, mantendo-o na mesma posição relativa na cena à medida em que se move. Você não deve se mover nesse momento, o segredo é girar os quadris. Espace as pernas para que consiga um bom equilíbrio, e leve o visor da câmera ao seu olho. Não tente fazer isso com os braços esticados e a câmera longe de você, ou na altura da cintura. Já vi gente fazer isso, e os resultados não foram lá muito bons.
Também recomendo que você segure a câmera na mão em vez de usar um tripé. Em teoria colocar a câmera em um tripé e deixar a cabeça dele solta para que você possa girá-la e acompanhar a ação parece uma boa idéia, mas na prática é algo difícil de fazer, e você não conseguirá acompanhar o movimento de forma tão consistente quanto se estivesse girando o corpo.

2. Ajuste a exposição
Agora é hora de definir a exposição da câmera. Você vai conseguir os melhores resultados quando a velocidade do obturador for lenta o suficiente para “borrar” o fundo, mas não lenta o suficiente a ponto de ser impossível congelar o objeto a ser fotografado. Lembre-se de que você precisará bater a foto assim que ele passar à sua frente, e continuar a mover o corpo durante a exposição. Muitas câmeras digitais, especialmente as SLRs, bloqueiam o visor durante a exposição, então você não conseguirá ver nada durante o momento crítico.


Foto: awscherb

Dadas estas limitações, recomendo colocar a câmera no modo Prioridade de Abertura e selecionar uma velocidade do obturador de 1/15 segundo. Pratique com essa velocidade por um tempo, e se conseguir consistentemente fotos boas, tente reduzir a velocidade do obturador para 1/8 segundo. Se você for muito abaixo disso, terá problemas em congelar a ação. Se for acima de 1/15, o fundo pode não borrar como desejado.

3. Afaste a imagem
Não use o zoom para aproximar demais o objeto. Se ficar próximo demais, duas coisas podem acontecer: primeiro, qualquer tremor nas suas mãos será muito mais evidente e o objeto não irá ficar tão nítido. Segundo, você pode acabar não mostrando o suficiente do fundo da cena, prejudicando o contexto da foto.

4. Luzes, câmera... ação!
É hora de fazer a foto. Como mencionei antes, você deve acompanhar o objeto enquanto ele passa na sua frente, então comece quando ele estiver à sua extrema esquerda ou direita. Gire o corpo seguindo o movimento, e aperte delicadamente o obturador (para evitar tremores na imagem) assim que o objeto estiver no ponto mais próximo de você, ou seja, à sua frente. Continue girando o corpo, acompanhando o movimento, até que você não possa mais vê-lo.


Nesta foto é possível notar no fundo o movimento da câmera da esquerda para a direita

Depois de fazer a foto, confira os resultados na tela da câmera. A prática faz a perfeição, então continue tentando até chegar ao ideal: um objeto nítido e um fundo borrado, passando uma intensa sensação de velocidade.

5. Tente alguns retoques depois
Por fim, alguns retoques nunca são demais. Ajustar um pouco a nitidez pode ser algo desejável, mas se você fizer isso na foto inteira poderá produzir artefatos desagradáveis no fundo. Então apele para um meio-termo: com uma ferramenta de seleção como o Laço Magnético (Magnetic Lasso, comum em vários editores de imagem) isole apenas o objeto fotografado, e aplique um ajuste de nitidez apenas nele usando uma opção como Unsharp Mask (Máscara de Desaguçar, em português). Vá com calma, aplicando um pouquinho de cada vez, até a imagem ficar a contento.

Por: Dave Johnson
Fonte: Idgnow!
Para acessar o post original, clique aqui!

Origem: http://www.fotocolagem.com.br/

Estas fotos célebres não seriam tão célebres sem crop e zoom



Estas são todas fotos que você provavelmente já viu milhares de vezes. Mas aquelas com as quais você está familiarizado são um pooooouco diferentes. Veja, estas são versões sem edição que dão uma noção de como uma singela edição pode mudar completamente a história. Sem aquela pequena alteração, essas imagens talvez jamais tivessem se tornado tão famosas quanto são.

Acima, você vê a famosa foto de Elvis Presley, Jerry Lee Leewis, Carl Perkins e Johnny Cash cantando juntos no Sun Studio, em Memphis — eles não seriam o quarteto de um milhão de dólares se aquela tia sentada no piano do Rei tivesse ficado na foto. Depois, temos a famosa foto do guerrilheiro Che Guevara, aquela que estampa nove em cada dez camisetas de adolescentes rebeldes. O que você provavelmente não sabe é que o perfil de um outro cara foi removido do lado esquerdo da foto.



A capa do Sgt. Pepper’s Lonely Heart Club Band, dos Beatles, é muito menos mágica e psicodélica quando você vê as luzes e outros equipamentos do estúdio onde eles tiraram a foto.



E a foto do Rebelde Desconhecido que ficou na frente de uma fila de tanques na Praça de Tienamen, na China, é bem menos impactante quando ele se torna apenas um pontinho borrado e quase impossível de distinguir na composição da imagem. Aproxime-a e você terá toda aquela carga de emoção conhecida.



Olhar para essas fotos faz com que você de certa forma volte no tempo e aprecie as cenas sob outro ponto de vista. Sem esses simples, mas poderosos recortes e zooms, essas fotos talvez jamais tivessem saltado dos livros de história para ficarem encrustadas no seu cérebro. [PetaPixel]

Origem: http://gizmodo.uol.com.br/estas-fotos-celebres-nao-seriam-tao-celebres-sem-crop-e-zoom/