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quarta-feira, 2 de julho de 2014

Dicas de fotometria para iniciantes

Não existe certo ou errado quando se trata de fotografia - isso vai de acordo com cada um. O conhecimento das funcionalidades de uma câmera, no entanto, pode ser muito útil para conseguir uma imagem do jeito desejado. E no que diz respeito à luz, compreender a fotometria é fundamental.

Antes de começarmos a falar de forma mais detalhada sobre fotometria é importante compreender o que é o fotômetro. Ele é o aparelho responsável pela medição da quantidade de luz que existe no ambiente a ser fotografado. Algumas câmeras profissionais possuem fotômetros externos, mas ele está presente internamente em todos os aparelhos de fotografia.

Quando a câmera se encontra no modo automático, o fotômetro realiza todos os ajustes sozinho com o objetivo de evitar que a foto fique tremida. Já no seu modo manual, o aparelho pode ser ajustado de acordo com o objetivo e prioridades do fotógrafo.

No caso do ajuste automático existem algumas situações de risco, pois nem sempre a câmera consegue captar o que é ideal em relação à medição de luz. Isso pode acontecer na presença de objetos que refletem mais luz do que outros ou dependendo da intensidade das fontes de luz do ambiente (fotografias na praia, por exemplo).

Então, se o objetivo é evitar esse tipo de situação e ter total controle da iluminação, é importante ter conhecimento dos tipos de fotometria. Separamos alguns exemplos de fotos, com diferenças bem sutis. Veja que a escolha da fotometria depende muito do objeto que você vai fotografar.

Medição Média

Encontrada no modo automático de todas as câmeras, ela é a medição que considera toda a quantidade e tipos de luz existentes na cena. Escolha essa função em cenas com contraste menor de cores e no caso de iluminação mais intensa em toda região fotografada. Um exemplo clássico é a fotografia de flor, na qual é recomendável priorizar todos os detalhes igualmente. No exemplo abaixo, o fundo está praticamente igualado ao objeto; os dois estão mais claros em relação às fotos que veremos a seguir.
Medição Média: a área cinza da segunda imagem representa o que será priorizado na foto (Fonte: Reprodução)

Foto utilizando a opção de Medição Média (Foto: Gisele Goes)

Mediação Centralizada Média

Esse modo é indicado para quem deseja fotografar retratos. A medição centralizada média possui uma precisão um pouco maior do que a anterior. Mesmo sendo utilizada como uma forma de medir a luz de todo o quadro, ela define uma prioridade para a área central. Ela é ideal quando o objeto principal da foto apresenta uma pequena diferença de iluminação em relação ao fundo. Esse é o tipo de fotometria a ser utilizada se a foto possui duas cores muito diferentes (uma mais clara e outra mais escura) próximas uma da outra. Por exemplo, uma pessoa de roupa branca ao lado de outra com roupa preta. Na foto abaixo, o fundo e o objeto estão num tom aproximado e numa intensidade de luz similar, mas existe uma prioridade para o objeto central mesmo assim.
Medição Centralizada Média: a área cinza da imagem à direita representa o que será priorizado na foto (Foto: reprodução)

Foto utilizando a opção de Medição Centralizada Média (Foto: Gisele Goes)

Medição Central ou Spot

Nesse tipo de medição, a fotometria é realizada pela parte central do visor da câmera, o que faz com que o resto das informações da cena sejam desprezados. Ela é indicada em casos de grande diferença de iluminação entre o objeto principal e fundo. Um exemplo clássico é em shows ou peças de teatro, em que há uma iluminação intensa nos personagens principais em relação ao resto do ambiente. É fundamental que o fotógrafo mire bem o centro do vistor no objeto que ele deseja fotometrar para que não haja erro. Utilize esse tipo de fotometria quando o fundo é muito mais claro ou escuro do que o objeto principal da foto. Outra dica é pra quem deseja tirar alguma foto muito perto (macro) ou de pequenos objetos. Na foto abaixo, o fundo é totalmente desprezado e o foco e a iluminação acontecem apenas para o objeto central.

Medição Central ou Spot: a área cinza da segunda imagem representa o que será priorizado na foto (Fonte: Reprodução)

Foto utilizando a opção de Medição Central ou Spot (Foto: Gisele Goes)

Medição Parcial 

Esse tipo é recomendado em caso de grande diferenças de brilho ou quando há a necessidade de precisão na medição. Ele limita a medição à uma área central do visor e cobre geralmente 9,5% da imagem, descartando todo o resto. É uma opção um pouco menos drástica do que o Spot.

Compensação de Exposição

Mesmo com todas essas possibilidades de ajustes, nem sempre conseguimos resolver nossos problemas em relação à fotometria. Em situações como essa ainda existe a alternativa da compensação de exposição.

Ela é representada por uma caixa com os valores + e -, presente em todas as câmeras digitais. Ao acionar esse recurso, é possível regulá-lo em até dois pontos positivos ou dois negativos. Caso você coloque os pontos positivos, mais luz será colocada na foto. Já na escolha dos pontos negativos, menos luz será colocada. Só não se esqueça de voltar a compensação de exposição para o número zero depois, para que a câmera não acrescente ou retire a luz de fotos sem necessidade.

Ícone que representa a função de compensação de exposição na câmera (Foto: Reprodução)

Origem: http://www.techtudo.com.br/artigos/noticia/2012/07/dicas-de-fotometria-para-iniciantes.html

terça-feira, 1 de julho de 2014

Uma simples explicação sobre números de F-Stop

Mesmo que você tenha uma boa idéia de como usar os números de f-stop e faça a exposição de suas fotografias adequadamente, você pode não entender a matemática propriamente aplicada por trás do que são esses números. No vídeo a seguir temos uma “simples” explicação por Dylan Bennett sobre o que são f-stops, incluindo um simples truque que você pode usar para memorizar a escala de f-stop.
via PetaPixel

Origem: http://www.inovartebc.com.br/blog/index.php/2012/06/11/uma-simples-explicacao-sobre-numeros-de-f-stop/

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Abertura do Diafragma (F-stops)

Entendendo Abertura do Diafragma e F-STOPS:
O que faz uma boa fotografia ser uma “boa fotografia”? muitos responderiam que é uma imagem com uma boa composição (ter um assunto interessante) e uma boa EXPOSIÇÃO (não estar nem muito clara, nem muito escura).
Bem, para se ter uma boa exposição, devemos controlar a quantidade de luz que atinge o sensor (se tiver muita luz, teremos fotos muito claras, se tiver pouca luz, fotos escuras). Conseguimos isso graças a dois controles: o tempo que o obturador deixa passar luz até o sensor (velocidade), e a quantidade de luz que passa pela lente, através do diafragma (abertura).


Uma boa analogia seria pensarmos em uma piscina. A quantidade de água que iremos ter dentro da piscina  dependera do tamanho da mangueira (abertura) e do tempo que a deixarmos ligada (velocidade). Quanto maior a mangueira, maior será a vazão de água, quanto maior a abertura do diafragma, mais luz entrara. Quanto mais tempo deixarmos a mangueira ligada, mais água teremos, quanto maior o tempo que deixarmos o obturador aberto, mais luz o sensor registrara. Uma boa exposição nada mais é do que o ajuste desses dois fatores afim de conseguir um bom registro da imagem, nem muita luz, nem muito pouca.
Outra forma de entendermos, é tentando olhar diretamente para o sol. Para olharmos diretamente para ele, teremos que abrir bem pouquinho as pálpebras, e bem rápido, para logo fechar novamente, do contrário, ficaríamos cegos pelo excesso de luz. Em uma situação inversa, em uma rua escura, teríamos que abrir bastante os olhos, e por muito tempo, até conseguirmos visualizar algo.
É simples assim, quanto maior o “buraco” que entrar luz pela lente, mais luz entrara, quanto menor o “buraco”, menos luz!  Quando se esta em uma situação de alta luminosidade, precisaremos de um “buraco pequeno”, para entrar pouca luz, quando tivermos em uma situação de baixa luminosidade, um “buraco grande”, para passar bastante luz!
Mas é claro que não podemos falar em termos de “buraco pequeno” ou “buraco grande”. Imagine você em um estúdio, fazendo fotos de uma modelo, e comentando: “Nossa! Essa foto com o buraco grande ira ficar magnífica!”. A modelo, se não lhe desse um tapa na cara, iria sair correndo! e com toda razão! hehe  Na fotografia, quando nos referimos ao tamanho do “buraco”, usamos a palavra ABERTURA, ou se você quiser demonstrar que é um ouvinte do Sangue Suor e Foto e sabe muito de fotografia, o numero de F-STOP.
As diferentes aberturas são conhecidas como F-STOPS, ou NÚMEROS DE 'F', que são dispostos em uma serie numérica, e que tem como sequência padrão o seguinte: f/1.4, f/2, f/2.8, f/4, f/5.6, f/8, f/11, f/16, f/22 e f/32.
Nesta escala, cada número corresponde a um tamanho de abertura, que dobra na medida que formos de um valor para outro, permitindo entrar o dobro de luz até o sensor (se formos para uma abertura maior) ou a metade de luz (se formos para uma abertura menor).


Quase todos, quando estamos começando, e não estamos muito familiarizados com esses números, cometemos o erro de pensar que quanto maior o numero (f/16… f/22… f/32…), maior deveria ser a abertura, e não o contrario. Mas para entendermos, basta notarmos que esses valores são FRAÇÕES, logo, quanto menor o DIVISOR (1.4… 2… 2.8…), maior o resultado, isto é, maior a ABERTURA!
E dai vem o conceito de falarmos que uma objetiva é uma “lente clara”, uma “lente luminosa”, do fato dela possuir um valor de f-stop pequeno (f/1.4… f/1.8… f/2.8…) e consequentemente poder passar uma quantidade grande de luz.
Nem todas as lentes possuem esses valores, muitas lentes trabalham a partir de f/3.5… f/4 ou mesmo f/5.6. Lentes com valores pequenos, que permitem uma boa abertura, são lentes mais claras e BEM MAIS CARAS.
  
Se quanto maior a abertura, melhor é para passar a luz e captar a imagem pelo sensor, por que não usarmos sempre o valor Maximo?
Bem, a ABERTURA não controla somente a quantidade de luz que entrara pela lente. O tamanho da abertura também é responsável por controlar a PROFUNDIDADE DE CAMPO.
Profundidade de campo na fotografia é a zona que em que teremos  nitidez, antes e depois, do objeto que tivermos focado.
quanto maior a abertura, mais luz teremos, e como consequência, menor será a profundidade de campo. Se usarmos uma abertura pequena, menos luz, e mais profundidade de campo.
No exemplo a seguir fica bem fácil de entendermos. Na primeira imagem usei uma abertura de f/ 1.8, onde temos uma zona muito pequena em foco. na segunda imagem, onde usei uma abertura um pouco menor, consegui uma zona maior de nitidez. na ultima imagem, onde usei uma abertura bem pequena, consegui colocar todo teclado em foco!


Outra situação que se usa muito o controle da abertura, e que é uma das preocupações principais de todos que fotografam paisagem, é quando temos alguém em primeiro plano, e um fundo muito longe. Se usarmos uma abertura grande, teremos a pessoa em foco, mas o fundo, a paisagem, ira ficar sem nitidez. O que fazer então? Fácil! basta usarmos uma abertura pequena, aumentando a profundidade de campo,  conseguindo assim captar tanto a pessoa como o background.
No exemplo a seguir fica fácil de entender. Na primeira imagem temos a sereia em foco, enquanto mal conseguimos decifrar o fundo. Na medida que vamos diminuindo a abertura, o fundo vai ficando com mais e mais nitidez.



Como saber se a abertura que estou usando será o suficiente para colocar tanto a modelo quanto o fundo em foco?
Existem varias tabelas, planilhas e softwares na internet para se calcular com precisão a profundidade de campo. Também existem muitos APPS, tanto para Androide como para Apple, muitos inclusive de graça. Basta procurarem no Google por “DOF CALCULATOR” que aparecerão centenas!
Aqui colocarei um bem simples. No primeiro campo (f-stop), coloque a abertura. No segundo espaço (Circle of Confusion), não altere, deixe em .03mm. Depois (focal length), coloque a lente que VOCÊ estiver usando. E por último (distance), coloque  a distância entre você e o objeto que você estiver focando (o software é americano e esta em pés (feet)). Pront! é só clicar em SUBMIT e você terá todas as distancias!
f-Stop
Circle of Confusion
Focal Length
Distance
Submit
Computing...

O problema de usarmos aberturas muito pequenas

Uma nota importante: Devemos sempre que possível, evitar os extremos. Devemos evitar utilizar aberturas MUITO pequenas, pois existe um fenômeno na física chamado “DIFRAÇÃO”, e onde tivermos focos de luz, teremos um efeito parecido com “filtros estrela”, filtros muito usados para fazerem fotos de natal há alguns anos atrás, onde todas  lâmpadas se transformavam em “estrelas”. Um exemplo é a foto a seguir. Eu fotografei em f/ 25. Todos focos de luz, transformaram-se em estrelas.


Como fazer para controlar a abertura na minha maquina?
Um bom inicio para quem esta começando, e ainda não tem coragem para se aventurar no MODO MANUAL,  é usar os MODOS DE PRIORIDADE da câmera. Sabe aquele “disco” onde ficam os MODOS AUTOMÁTICOS? (modo noturno… modo paisagem… modo retrato…e etc…) Pois é, ali também se encontram os MODOS DE PRIORIDADE.
Os modos de prioridade, que são modos “semi-automáticos”, são recursos disponíveis que nos dão certo controle sobre a velocidade ou a  ABERTURA, mas ainda assim garantindo uma exposição correta. A câmera toma suas decisões baseadas nas nossas escolhas garantindo um equilíbrio correto entre VELOCIDADE e ABERTURA. Não é a toa que os MODOS DE PRIORIDADE também são chamados de modos “semi-manuais”, pois unem o nosso ajuste MANUAL com outro ajuste AUTOMÁTICO (se optarmos por escolher a abertura, a máquina regulara a velocidade, e vice-versa).
Para controlarmos a ABERTURA, devemos colocar o “controle de modos” em “MODO DE PRIORIDADE DE ABERTURA”. Ele é normalmente indicado por um “A” ou um “AV”, e ao contrário do que muitos acreditam, o “A” não tem nada a ver com modo “Amador”, modo “Amazing”  ou modo “Awesome”. O ícone com a letra “A” vem do inglês “APERTURE” (abertura).
Nesse modo podemos ter controle da ABERTURA, sem precisarmos nos preocupar com a correta exposição, pois a câmera se encarregara de controlar a VELOCIDADE, ajustando-a assim para que tenhamos uma imagem com uma exposição correta.

  

Sangue Suor e Foto
Seu Podcast de Fotografia

http://www.sanguesuorefoto.com/2012/05/07/ssf-003-abertura-do-diafragma-f-stops/

Os Limites da "lente do kit"


Olá Pessoal! depois algum tempo sem postar, seja por falta de tempo ou por falta de inspiração, hora de abordarmos um assunto pouco falado por aí afora. Muitos artigos falam sobre as vantagens da compra de uma câmera profissional DSLR, porém poucos avisam que esse é apenas o inicio de uma série gastos, principalmente para aqueles que tendem a seguir carreira na fotografia. Com o intuito de ajudar aqueles que estão ou passarão futuramente por esse "drama", esse artigo falará um pouco sobre a famosa "Lente do Kit 18-55mm". Muitas coisas são possíveis com essa pequena pecinha, que vai ajudar você a se descobrir, a entender melhor sua câmera nova.
Diversas são as perspectivas para essa lente, que por incrível que pareça, é muito mais útil do que parece e muito mais subestimada do que deveria.

A lente

Conhecida como "lente do Kit" a 18-55mm é quase unanimidade nas câmeras DSLR atuais, sejam elas mais simples ou mais sofisticadas. Pode ser classificada como uma grande-angular / zoom; Zoom esse equivalente a 3x numa câmera de bolso por ex. Ela vem com estabilizador de imagem, que é ótimo, para as pessoas que ainda estão se acostumando o peso na nova câmera, pois assim a tendencia de uma foto sair tremida por balançar a câmera na hora do aperto do botão é menor. Seu foto automático é rápido na maioria das vezes, pois como não chega a grandes distancias, mesmo no foco manual não é difícil fotografar mesmo em situações que exigem um pouco mais de destreza.

No dia-a-dia

Ótima, uma boa opção para ser deixada sempre em sua câmera, visto que não a deixa robusta como seria com uma tele-objetiva por exemplo, com a lente do kit você estará apto a registrar qualquer coisa a qualquer hora do dia, inclusive levando ela consigo para onde for.

Fotografia: Alex Teixeira - Lente 18-55mm

Retratos

Complementando a opção acima, essa lente é ótima pra retratos, apenas evite usá-la em 18-mm prefira sempre manter o zoom entre 35mm e 50mm afim de evitar a deformação do rosto da pessoa, pela grande angular da câmera. Procure brincar com os parentes e animais domésticos treinando principalmente usar o foco manual.
Fotografia: Alex Teixeira - Lente 18-55mm
Esportes

Esqueça, aqui é um nicho onde com essa lente você irá apenas "registrar" mas não "participar" do evento em si, fotografia de esportes em geral, é preciso estar dentro do ocorrido mesmo sem estar, tele-objetivas aqui são essenciais para uma cobertura com mais qualidade, e a lente do kit nesse caso, fica muito atrás.

Natureza

Nesse nicho irá variar um pouco, você quer paisagens? Nesse caso a lente do kit não vai te deixar na mão, visto que você precisa de amplitude e nitidez, com essa lente terá ótimas imagens, mas...Se o que quer é, fotografar pássaros selvagens dentre outros animais silvestres, você também precisara de uma tele-objetiva, pois aqui a distancia será fundamental para não afugentar os bichinhos e garantir uma boa foto.

Efeito Bokeh

Aquele efeito de segundo plano completamente desfocado, é possível ser feito com louvor com a lente do kit, será preciso apenas um pouco mais de atenção, levando em consideração que a abertura da lente 18-55m do kit é de apenas 3.5~5.6, comparadas as lentes de 50mm 1.4 ou 1.8 mais comumente usadas para alcançarem esse efeito de desfoque. O imprescindível nesse caso é buscar um angulo onde o primeiro plano tem uma cor diferente do segundo plano.
Fotografia: Alex Teixeira - Lente 18-55mm
Eventos festivos

Em aniversários ou casamentos, a unanimidade dos fotógrafos que fazem esse tipo de cobertura é uma lente de 24-70mm com abertura de 2.8. Mas a lente do kit, ganha quando é necessario uma amplitude maior de captação da cena, os noivos no altar, ou a hora do parabéns, são aqueles momentos onde é preciso ter uma cobertura maior do que acontece ao redor do assunto principal, sejam os noivos ou aniversariante.
Fotografia: Alex Teixeira - Lente 18-55mm

Como vimos muitas são as possibilidades da lente do kit, ela não é das melhores mas resolve em muitas situações corriqueiras ou até em algumas de mais responsabilidade como casamentos, o que importa é que é uma ótima lente para quem está conhecendo a câmera que acabou de comprar, e também muito boa para compor o pacote de um fotografo bem prevenido e que goste de imagens de qualidade.

Origem: http://www.alextfotografias.blogspot.com.br/2012/04/os-limites-das-lentes-18-55mm.html

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Quais especificações realmente importam em uma câmera digital?

Querido Lifehacker, estou pensando em comprar uma nova câmera digital, mas eu não sei quais especificações importam. Eu ouvi falar que megapixels não importam tanto quando se trata de qualidade de imagem, então o que devo procurar? Que especificações me dizem se uma câmera faz ótimas imagens ou não?
Sinceramente,
Ésper Cificado
Caro Ésper,
Você está certo. Megapixels – ou melhor, o número de megapixels que uma câmera pode capturar em uma única foto – são praticamente irrelevantes quando se trata de qualidade de imagem. Um número alto de megapixels em uma câmera pequena muitas vezes é um mau sinal. Quando empresas colocam muitos megapixels em uma câmera, as imagens ficam com ruído porque tem muita informação sendo capturada em um espaço pequeno. Conforme a tecnologia melhora, isso está se tornando um problema menor. Ainda assim, não confie no número de megapixels para descobrir se uma câmera pode tirar fotos de alta qualidade. Como megapixels, muitas especificações que você verá na caixa da câmera não irão indicar qualidade de imagem e, basicamente, você não saberá se uma câmera irá tirar fotos boas olhando seus detalhes técnicos. Mas existem especificações que podem dizer algumas coisas sobre o potencial de qualidade de imagem de uma câmera, e todas elas são relacionadas ao sensor.

O Sensor

O sensor de uma câmera digital é, basicamente, seu filme. Quando você tira uma foto, o sensor é exposto à luz e outros componentes na câmera registram o que ele vê. Existem muitos, muitos tipos de sensores de câmera e seria uma perda de tempo comparar todos, mas existem alguns que você deveria saber a respeito. Eis aqui os quatro que realmente importam atualmente, organizados por tamanho, do menor para o maior.
Sensores de Celular e Point-and-Shoot
Sensores de celulares e câmers point-and-shoot são normalmente bem pequenos, e eles tentam colocar bastante informação mesmo com esse tamanho diminuto. Isso normalmente resulta em qualidade de imagem ruim porque um sensor pequeno não pode fazer muita coisa. A qualidade é sacrificada de algumas maneiras. Normalmente, a falta de luz é um problema. Se não tiver bastante luz, muitos sensores pequenos terão dificuldade para enxergar. Como eles são pequenos eles só podem ser expostos a uma quantidade limitada de luz, e isso muitas vezes afeta seu desempenho. Claro, a câmera do iPhone 4S é um ótimo exemplo de uma exceção. Sensores pequenos estão ficando melhores, assim como os processadores de imagem associados a eles. Quando um sensor pequeno tem dificuldade em situações de baixa luminosidade, as habilidades do processador da câmera (ou celular) tentam compensar. Eles podem iluminar áreas mais escuras e tentar pegar detalhes das partes que foram exageradamente iluminadas da imagem. Isso frequentemente é benéfico, mas tem um preço. Se você já tentou clarear uma imagem que estava escura demais, você sabe que ela fica cheia de ruído ao fazer isso. Processadores de imagem sabem disso também, e tentam reduzir esse ruído. Essa redução de ruído irá fazer com que a imagem pareça um pouco menos nítida, e a nitidez já em um problema em sensores pequenos em primeiro lugar.
Apesar do tamanho do sensor não importar muito quando se trata de sensores de celular, ele pode importar com point-and-shoots. Quanto mais compacta for a sua point-and-shoot, menor será o sensor. Quando você tem um sensor menor, a fabricante terá que compensar por esta deficiência de alguma maneira. Apesar de um sensor menor nem sempre ser igual a qualidade de imagem pior, você sempre tem mais chances de conseguir imagens melhores com um sensor maior.
Sensores de câmeras micro quatro-terços
O sistema micro quatro-terços foi criado para achar um meio termo entre uma DSLR grande e câmeras point-and-shoots. A ideia era fornecer um sistema compacto com lentes intercambiáveis que fornecessem alta qualidade de imagem. Graças ao tamanho maior do sensor e o fato que você pode escolher suas lentes, essas câmeras fornecem qualidade de imagem muito maior enquanto ainda são portáteis o suficiente para muitas pessoas.
Sensores APS-C
Os sensores APS-C são os mais comuns em câmeras DSLR, mas são algumas vezes encontrados em câmeras compactas como as câmeras da série NEX da Sony. Eles são significativamente maiores do que você encontraria em uma câmera point-and-shoot ou um celular, e isso é sua grande vantagem. Enquanto sensores menores sofrem para capturar muita luz, sensores maiores não sofrem tanto com esse problema. Você terá mais controle na profundidade de campo de uma imagem, o que significa que você pode deixar o plano de fundo fora de foco com mais facilidade e destacar a pessoa ou objeto que estiver focando. Entretanto, sensores APS-C tem uma desvantagem comum que é o fator crop. O fator crop refere-se a como as lentes são ampliadas quando colocadas em uma câmera com sensor APS-C. Isso significa que se você colocar uma lente de 28mm ela seria ampliada e teria um resultado parecido com uma lente de 45mm. Basicamente, as coisas ficam com mais zoom. Isso não é um grande problema, mas é algo importante que você saiba. Se você precisar de uma imagem mais ampla, você precisará de lentes com mais amplitude. Apesar de lentes 28mm parecerem ter amplitude suficiente em uma câmera analógica 35mm ou uma câmera full frame (que iremos abordar logo em seguida) elas podem não ser suficientes em uma câmera digital com sensor APS-C.
Sensores Full Frame
Sensores full frame são considerados o equivalente digital de filmes 35mm. Você irá encontra-los em câmeras DSLR high-end como as populares Canon 5D. O principal benefício do sensor full frame é que não tem fator crop. Como mencionamos anteriormente, sensores APS-C tem um fator crop que amplia as lentes acopladas. Por exemplo, em uma câmera com sensor APS-C lentes de 28mm iriam parecer mais com lentes de 45mm em uma câmera normal. Em uma câmera full frame não haveria nenhuma alteração nas lentes. Elas iriam parecer com lentes de 28mm. Como você já deve ter imaginado, sensores maiores tem mais potencial para capturar luz e por isso eles normalmente lidam melhor com situações de baixa luminosidade do que sensores menores. Eles também são capazes de produzir uma baixa profundidade de campo, assim como uma câmera analógica de 35mm. Sendo um dos maiores sensores, câmeras full frame muitas vezes produzem algumas das imagens de maior qualidade. Isso não é sempre garantido, mas você pode deixar suas expectativas bem altas.
O ponto aqui é: sensores maiores tendem a produzir imagens de melhor qualidade. Isso não é sempre o caso, mas você raramente verá uma imagem de celular competir com uma de uma DSLR. Apesar de você ter que considerar outras coisas além do sensor da câmera, é um bom lugar para começar quando estiver comparando especificações.

O processador da imagem

O processador de imagem de uma câmera pode afetar a qualidade de algumas maneiras, muitos dos quais são irrelevantes se você estiver fotografando em RAW e não em JPEG. Imagens RAW são os dados exatamente como o sensor vê, sem nenhum processamento. Isso é ótimo se você quiser processar as imagens por si mesmo, depois. Se você estiver usando uma point-and-shoot, ou simplesmente planeja tirar fotos em JPEG, o processador importa. Muitas câmeras podem ajustar problemas com luz e ajustar várias outras configurações que podem fazer com que as suas imagens fiquem muito boas. Um bom processador de imagem torna possível para a câmera lidar com essas operações. Ele também torna possível que a câmera capture várias imagens em um curto espaço de tempo. Apesar de isso não afetar a qualidade da imagem diretamente, ser capaz de capturar algumas imagens pode significar a diferença entre ter uma foto boa ou uma ótima. Um processador rápido pode fazer uma grande diferença dessas maneiras, então não o ignore mesmo que você não precise tirar muitas fotos rapidamente. A velocidade da câmera é importante, assim como processadores rápidos podem permitir que uma câmera compensasse por condições de luminosidade que estão abaixo do ideal.

As lentes

Pessoas que já tem DSLRs ou câmeras com lentes intercambiáveis há muito tempo sabem quão importante boas lentes podem ser. As lentes são o olho da sua câmera. Se ela não enxergar bem, suas imagens não serão muito boas. As lentes em câmeras point-and-shoot normalmente irão ter uma qualidade limitada porque elas são 1) pequenas e 2) presas à câmera. Existem poucas especificações que irão dizer alguma coisa sobre a qualidade a menos que você entre em reviews bastante técnicos. Entretanto, existem algumas coisas que você pode procurar. Com qualquer lente, você irá querer saber seu diafragma máximo ou o quanto a lente pode abrir. Um diafragma maior significa que ela pode deixar entrar mais luz. Mais luz significa que você pode tirar fotos com mais facilidade quando não tiver muita iluminação. Diafragmas são medidos em f-stops ou números de f, então quando você estiver procurando uma lente você normalmente verá algo como um f/3.5 relacionado a ela. Isso significa que ela tem um diafragma máximo, ou f-stop, de 3.5. Esse é um número bem padrão. Diafragmas maiores normalmente estão entre f/1.4 e f/2.8. Se você precisa de uma câmera que fotografe com mais facilidade em baixa luminosidade, procurar por diafragmas maiores é um bom lugar para começar.
Você também deveria considerar a nitidez das lentes. Entretanto, você não irá encontrar isso nas especificações, mas sim em testes. Basicamente, quando você está tentando determinar se uma câmera é capaz de produzir imagens de alta qualidade, existem duas coisas que irão importar: 1) reviews com exemplos de imagens e 2) suas próprias experiências. A melhor coisa que você pode fazer é sair e comprar uma câmera que você queira testar de uma loja com política de devolução (normalmente isso é uma opção apenas para quem está comprando nos EUA) ou pedir emprestado de alguém antes de comprar. Teste a câmera um pouco e devolva se não atingir as suas expectativas. Se você não puder testar a câmera ou quiser pesquisar antes, um dos melhores sites para exemplos e comparações é oDigital Photography Review. Apesar das comparações serem um pouco técnicas demais, eles oferecem muitas informações importantes que todo mundo pode aproveitar. Eles também fornecem vários exemplos e teste técnicos e situações do mundo real. O melhor juiz de como uma câmera se sai em termos de qualidade de imagem será o seu olho. Se as imagens estiverem de acordo com a sua necessidade, já está bom o suficiente.
Boa sorte com as fotos!
Abraços,
Lifehacker.

origem: http://gizmodo.uol.com.br/lifehacker-quais-especificacoes-realmente-importam-em-uma-camera-digital/

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Conheça os tipos de lentes para câmeras DSLR

A pergunta que permeia a mente daqueles que compram sua primeira câmera DSLR, na maioria, envolve qual o primeiro tipo de lente que deve ser comprada. Apesar de muitas câmeras já possuírem modelos que compõem seus kits, a ânsia em comprar sua primeira lente é inevitável para fotógrafos de primeira viagem.

Abaixo você confere um pequeno guia sobre os tipos de lentes, suas funcionalidades e indicação de uso.

Lentes Prime ou Foco Fixo
As principais características deste tipo de lente são a qualidade, leveza e preço. Por não possuírem zoom, as lentes prime resultam em imagens com qualidade superior, ou seja, com menos distorção na imagem. Outro fator que influencia na qualidade das fotografias são as aberturas das lentes, no caso da prime podem atingir níveis superiores a f/2.8, o que torna este tipo de lente ideal para ambientes fechados e retratos.
Canon EF 50mm F/1.4 USM (Foto: Divulgação)

Favorita dos fotógrafos, a 50mm é uma boa indicação para quem deseja adquirir uma lente prime. Seus preços podem variar entre US$ 120 a 2000.
Fotografia com lente prime tem abertura que varia entre: f1 e 4

Lentes Zoom
Nikon 18-200mm DX VR (Foto: Divulgação)

Como o próprio nome diz, as lentes zoom são indicadas para aqueles que não querem (ou não conseguem) chegar tão perto do conteúdo central da fotografia.

Usadas para fotografar vida animal, esportes ou paparazzi, as lentes zoom são pesadas e muitas vezes exigem o uso de um monopé como suporte.

Outro fator que deve ser observados nas fotografias com lente zoom é a velocidade do obturador. Por serem compridas, estas lentes exigem uma velocidade elevada ou suas fotos sairão tremidas.

Apesar de mais serem mais caras, quando optar pela compra de uma lente deste modelo, vale considerar aquelas que possuem estabilizador interno. Os preços podem variar entre US$ 200 a 8000 (neste caso o valor elevado é referente a lentes profissionais, como a Nikkor 500 mm f/4G, muitas vezes usadas para esportes).
Lente zoom da Nikon varia entre 18 e 200mm (Foto: Victor Vasques).

Lentes Grande angular
As lentes grande angulares são ideais para fotografar em ambientes pequenos ou criar imagens em que você precisa de mais cena. Há muita variedade de lentes grande angulares no mercado. As fabricantes (NIkon, Canon, Sony) colocaram no mercado lentes que variam entre 28mm e 50mm.h
Nikon 28mm (Foto: Divulgação)

Olho de peixe
Outra lente bem específica e de grande ângulo é a olho de peixe (fisheye), indicada para situações determinadas em que se quer um toque mais artístico.
Nikon AF DX Fisheye-Nikkor 10.5mm f/2.8G ED (Foto: Divulgação)

Essas lentes conseguem registrar tudo em um raio de 180 graus.

São voltadas para fotografias de arte, por causa do efeito arrendondado que provoca na foto.

Os preços podem variar entre R$ 700 E R$1.000.
Fotografia feita com uma lente fisheye (Foto: Victor Vasques).

Lentes macro
Existem diversas formas de produzir uma macro fotografia, entre elas diversos suportes e funcionalidades integradas em outros tipos de lentes, mas apenas aquelas com formato macro “legítimas”(ou seja, com proporção 1:1) podem criar closes com qualidade e nitidez de um trabalho profissional.

Canon EF-S 60mm f/2.8 Macro USM Digital (Foto: Divulgação)

Indicadas para fotografar objetos pequenos, as lentes macros são de foco fixo e variam entre 40mm e 200mm, dependendo da marca fabricante.

Se o objetivo é produzir fotos como a da imagem abaixo, vale a pena investir em uma lente macro de qualidade, como a Canon EF-S 60mm Macro ou a Nikon 55mm. O valor pode variar entre R$ 1.000 e R$1.290.

Imagem feita com lente macro, específica para capturar motivos a 1cm de distância (Foto: Victor Vasques).

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Esta imagem mostra como as lentes de uma câmera embelezam sua carinha feia

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Já pensou por que você pode parecer mais bonito em uma foto do que outras, mesmo fazendo o mesmo sorriso e usando a mesma iluminação? É tudo culpa da lente de sua câmera. Os retratos acima — tirados por Stephen Eastwood — mostram como isso funciona.

Se você já usou uma rede social (e nem precisa ser desses de marcar encontro), viu uma foto e pensou “que que isso, morena, cê tá linda na foto! Que tipo de mágica é essa?” ou “eita, ela/ele parece bem melhor ao vivo”, você sabe exatamente do que eu estou falando.

É tudo culpa da distorção de lente (que também é afetada pela distância do objeto da câmera). As lentes fazem o mundo parecer diferente do que ele é visto por nossos olhos. Ele dobra a exposição de luz, capturando a cena com um certo campo de visão dentro de um frame limitado e bidimensional: uma foto. Dependendo do comprimento focal da lente, a imagem irá deformar mais ou menos, afetando a forma em que objetos e rostos aparecem na fotografia.

Você pode ver como a deformação funciona na série de Eastwood, que tirou a mesma foto com opções variadas de lentes, indo de uma 350mm até 19mm. Eastwood moveu a câmera para deixar a personagem na mesmíssima posição, para deixar o efeito mais visível.

Quanto menor a abertura da lente, mais campo de visão você pode capturar. Com uma lente fish eye de 15mm ou uma 19mm que Eastwood usou, o efeito é bem óbvio. Sua cara fica extremamente deformada, como todo o arredor. Mas quando você começa a subir, a distorção é mais sutil. Às vezes a distorção pode deixar seu rosto mais bonito do que ele realmente é. Às vezes o efeito faz a coisa piorar. Como tal distorção sutil não é óbvia, sua mente simplesmente compra a imagem e anota que é assim que a pessoa se parece.

O mesmo acontece com aberturas focais enormes. Em 350mm há uma distorção da realidade: a face da modelo fica mais plana e mais larga.

Em tese, fotografar com algo com cerca de 135mm irá produzir o melhor e mais preciso dos resultados, mas não há certo e errado aqui. Tudo depende da anatomia do objeto. É por isso que algumas pessoas são “fotogênicas” com algumas câmeras e em certos ângulos, e ficam monstruosas em outros.

Se você prestar bastante atenção, é possível observar tal efeito em fotos cotidianas tiradas com celulares e câmeras compactas. É possível ver isso mesmo sem trocar a lente. Durante uma recente viagem, enquanto tirava fotos com meu iPhone, colocar alguém no centro da foto deixava todo mundo mais bonito, principalmente com uma distância considerável. E quando eu colocava a mesma pessoa no canto da foto, elas ficavam completamente diferentes. A distorção é mais óbvia próxima aos cantos, e é o necessário para deixar as pessoas menos atraentes. O engraçado é que o inverso aconteceu comigo: eu fiquei melhor nos cantos do que no centro. Ou talvez eu tenha simplesmente passado a viagem toda em uma ressaca enorme.

Imagens por Stephen Eastwood via Petapixel

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Quando devo trocar de equipamento?


Certa vez‚ Tio Expedito‚ um conhecido fotógrafo de aniversários infantis em Brasília‚ cansado do ar de superioridade dos fotógrafos de jornais durante os eventos (filho de socialite também é celebridade)‚ resolveu trocar suas Nikon D100 (eram quase atuais na época) por Canons 5D e 1D acompanhadas pelas maravilhosas lentes brancas da marca.

O notório ganho qualitativo custou na época o equivalente à reforma de sua casa e mais um carro. Pouco tempo depois‚ ele percebeu que para seu cliente não fazia a menor diferença o resultado obtido com as velhas Nikon ou com as então modernas Canon‚ que ele poderia ter atualizado seu equipamento e investido melhor o dinheiro excedente comprando melhores lentes e atualizando a câmera anualmente‚ mas ainda na categoria semiprofissional.

As grandes lojas que produzem photobooks já descobriram isso há muito tempo: geralmente seus estúdios estão munidos apenas das reflex de entrada das principais marcas‚ como as Rebel da Canon e D3100 da Nikon‚ todas apenas com as lentes básicas 18-55mm. O importante para o cliente nesses casos é o resultado plasticamente agradável.

Ao contrário dos fotógrafos de eventos‚ os fotógrafos publicitários precisam estar sempre atualizados‚ com o máximo de megapixels possível‚ e a primeira aquisição da maioria é uma ou mais lentes claras‚ f/2.8 ou mais claras‚ estas sim um grande investimento. É comum‚ ao fazerem a cotação de fotos de alguma campanha‚ as agências de publicidade exigirem uma resolução mínima e essa resolução aumentar a cada dia. O fotógrafo de eventos que está de olho no mercado publicitário deve optar pelos equipamentos top‚ sendo praticamente um pré-requisito para fotografar campanhas publicitárias.

Depreciação X Custo de atualização

Todo equipamento ao sair da loja sofre uma depreciação de cerca de 10 a 15% em relação ao preço de mercado. As câmeras‚ além dessa depreciação‚ continuam desvalorizando 30% a cada ano‚ ou seja‚ uma câmera comprada por R$ 5 mil‚ após três anos de uso‚ valerá cerca de R$ 1‚5 mil a R$ 2 mil caso esteja muito conservada.

Considerando esses dados‚ podemos concluir que câmeras não devem ser consideradas um investimento‚ devendo ser utilizadas durante aproximadamente um ano e substituídas enquanto ainda estão em linha de produção ou logo que anunciem um novo modelo (esse é um dos principais fatores de estabilidade no preço das câmeras usadas‚ o fato de elas ainda estarem sendo fabricadas).

Objetivas e flashes costumam ter apenas a desvalorização de 30% no primeiro ano e depois têm seus valores estabilizados (menos quando saem de linha). A frase “vão-se as câmeras‚ ficam as lentes” deveria ser a mais falada entre os profissionais da área que não desejam perder tanto dinheiro com a compra e venda de seus equipamentos de trabalho. Continue lendo amanhã e descubra as vantagens e desvantagens em comprar equipamentos no Brasil e no exterior.

fonte: http://photos.uol.com.br/materias/ver/57885#sthash.XrtX6e27.dpuf